O lockdown na China e os impactos para o mercado brasileiro

31/05/2022

Xangai, onde fica localizado o maior porto do mundo adotou lockdown rígido nas últimas semanas. A paralisação de navios cargueiros na China gerou uma escassez de oferta global e, consequentemente, uma alta no preço dos fretes além de incertezas na cadeia logística.
No Brasil, especialistas avaliam que a balança comercial não sofrerá perdas com o lockdown e deve se manter em superávit. Isto é, o país seguirá registrando mais exportações do que importações para o gigante asiático.
“O superávit comercial com a China reduziu de US$ 13,4 bilhões para US$ 10,4 bilhões, enquanto o do Brasil aumentou de US$ 18 bilhões para US$ 20,2 bilhões, na comparação do 1º quadrimestre de 2021 e o de 2022”, destaca a FGV.
“O saldo com a China explicou 52% do superávit comercial. Mesmo com a retração do crescimento chinês, o país deverá manter a sua posição de liderança no comércio exterior brasileiro”, explica a nota. O volume das exportações para a China recuou em 9,6%.
No auge da pandemia, o container vindo da China para o Brasil custava em média US$ 6.800, com o avanço da doença o preço do transporte que havia registrado uma redução para US$ 6.200, já retornou ao valor mais alto, segundo dados da ABTP. Antes do coronavírus, o valor de um container era de, aproximadamente, US$ 3.000.
O preço do frete aumentou pela dificuldade em fazer o carregamento dos navios e a escassez dos produtos a serem carregados na China, afetando também na alta do valor dos produtos também.
A produção reduziu consideravelmente na China, gerando uma queda na importação para outros países, então, países passaram a receber menos produtos, gerando a chamada inflação de demanda no Brasil.
Os setores que mais sofrerão consequências serão: o setor da pecuária e a indústria automotiva.

Fonte utilizada:

https://www.cnnbrasil.com.br/business/impactado-por-lockdown-na-china-frete-maritimo-no-brasil-registra-alta-de-precos/

 

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